
Álbum:The Stooges
Artista:The Stooges
Editora:Elektra
"O punk antes do punk"
Contemporâneos e conterrâneos (Detroit) dos MC5, ambos portadores da "cena", que mais influenciou o punk-rock. Tendo como vocalista o famoso Iggy Pop que depois lançou a sua carreira a solo após o fim da curta duração dos Stooges, mas que recentemente voltaram a juntar-se. O som "cru" e "sujo" que criaram e de certa forma mais directo e os concertos "caóticos, destrutivos e bizarros" (principalmente do lado do Iggy Pop)", teve um enorme impacto para um género que viria aparecer mais tarde, mas já estava a ser demonstrado nesta altura, apesar da fraca venda e apelo comercial que tiveram.
Ao longo de pouco mais de 30 minutos, este álbum "antevê" a cena musical que vai "explodir" nos meados/finais dos anos 70, quase 10 anos antes. 1969, a primeira faixa (ano em que o próprio álbum foi lançado) inicia-se com uma guitarra cheia de efeitos wah-wah que vão alternando ao longo de um ritmo simples de um baixo e de uma bateria e com a voz única do Iggy Pop. Música bem escolhida para abrir um álbum e prova que uma música tão simples consegue ser tão boa como outra música qualquer muito elaborada. A segunda música, I Wanna Be Your Dog, provavelmente a mais conhecida da banda e das que melhor define os The Stooges, com um riff cheio de distorção e pesado, com uma batida constante do início ao fim, e com uma letra "suja e provocativa" (a minha preferida deste álbum). We Will Fall, que se segue à I Wanna Be Your Dog, é a mais comprida e mais negra, calma e algo psicadélica, com a duração de 10 minutos, onde a voz do Iggy acompanhada por "backing vocals" sobressai mais. Nesta música pode-se ouvir um bocado de Velvet Underground, muito devido à produção do álbum ter sido feita por um membro da mesma, John Cale, já extinta há consideravelmente muitos anos. A música seguinte, No Fun, tem uma batida muito "catchy" com letras muito simples e nada de especial, mas ao mesmo tempo é como se a voz do Iggy Pop transformasse as letras em algo interessante. Real Cool Time, é das mais pesadas dos álbuns e onde se vê facilmente o efeito wah-wah (principalmente a meio), e liricamente continua a ser muito simples, mas está lá a voz para fazer diferença. Ann é uma música mais calma e suave, onde predomina mais o baixo e também uma mudança de tom na voz do Iggy em comparação com as restantes músicas. A penúltima, Not Right, é outra das mais pesadas, com vários riffs e variações, onde a voz acompanha perfeitamente a guitarra (principalmente no início), e um bocado mais rápida em relação às outras. Little Doll, é uma boa música para fechar, iniciando-se com o baixo sozinho, entrando de seguida a guitarra e a bateria e finalmente o Iggy no seu tom de voz conhecido, mas não se afasta muito das músicas anteriores.
Os Stooges foram sem dúvida alguma uma banda fora de comum e muito à frente do seu tempo simplesmente pelo facto de haver algo muito pouco parecido na altura e de terem praticamente criado um género de música que só viria a ter nome mais tarde, como já tinha dito anteriormente. Apesar de não ser muito elaborado tanto liricamente como instrumentalmente, através da sua sonoridade conseguiram ser eficientes e gigantescamente influentes.
Classificação:Gosto! (vale a pena ouvir os outros dois álbuns, que conseguem ser ainda melhores que este)
P.S.: Não volto a dar classificações hierárquicas.

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